Jornal       Noroeste  News   -   Caraguatatuba   

     Edição 627 -          Semana de 15/04 a 21/04/2010

Edições Anteriores

 

Índice desta edição

 

De lá para cá...

um passeio pela história

Origem do Nome

Sobre o povoamento...

O fim do começo...

A epidemia que fez a Vila desertar!

Construções que não contam nossas origens

Catástrofe de 1967...

“O dia em que a Serra caiu”

Cultura Caiçara

O IMPACTO É NOSSO OS ROYALTIES TAMBÉM

A cidade transforma-se

 

Editorial

 

Vox Populi - Cartas de leitores

 

Espaço da cidadania -

 

Bom Para Todas as Partes  - Celso Russomanno

 

Paulo Coelho

Foi Notícia  - Letye Andrade

"Os meninos de Luziânia"

 

Polícia - Weber de Carvalho

 

Humor

Pensamento da Semana

Piadas

 

De lá para cá...

um passeio pela história

 

 

Desde o século XVI, todos os registros referentes aos índios Gueromimis, apresentam diferentes denominações para designá-los. Temos por exemplo: Maromomis, Miramumis e Guaromomins.

Os Gueromimis, que pertenceram ao grupo Tapuia, migraram para várias regiões buscando áreas mais seguras para a sua sobrevivência, fugindo da repressão dos colonizadores e de outros grupos guerreiros. Dentre as áreas de refúgio, uma se destacava pelas suas condições extremamente  favoráveis: o Litoral Norte.

No decorrer do século XVI, esses nativos passaram a dominar a região de Caraguatatuba, fugindo do avanço da população branca. Nessa região concentrou-se o maior número de aldeias Gueromimis. A partir daí, a região passou a ser conhecida como “Enseada dos Gueromimis”. No início do século XVII, os primeiros sesmeiros passaram a adquirir terras na região de Caraguatatuba. Provavelmente, no final do século XVII, os Gueromimis já haviam desabitado as terras de Caraguatatuba, pois não se tem conhecimento de registros desses primitivos neste período.

 

Origem do Nome

 

No século XVI, os Tupinambás já habitavam primitivamente o território da enseada de Caraguatatuba. Neste período, o sítio ficara conhecido como terra abundante em Caraguatás. A planta bromeliácea de cujas fibras os padres missionários confeccionavam suas sandálias, deu origem a denominação “Caraguá”, corruptela de “caraguatá” e “tuba”, grande quantidade.

O Município de Caraguatatuba continua sendo uma região abundante em Caraguatás os quais são facilmente encontrados em meio as matas, sobrevivendo em lugares úmidos.

 

Sobre o povoamento...

 

Caraguatatuba começou a ser povoada no início do século XVII, por meio das Sesmarias. Em 1664/1665, ocorreu a fundação do povoado e seu fundador foi Manuel de Faria Dória, provavelmente Capitão-Mor da Capitania de Itanhaém.

Em 1693, um violento surto vitimou parte da população da vila. O pequeno vilarejo ficou deserto, e somente décadas depois, a Vila de Caraguatatuba foi repovoada. Em 27 de setembro de 1770, Santo Antônio de Caraguatatuba foi elevada à condição de vila, e em 1847, à “freguesia”. Somente em 1857 teve sua emancipação político–administrativa, deixando de pertencer a São Sebastião. No início do século XX, a maior parte dos moradores da cidade habitava a zona rural, em agrupamentos de pescadores, distribuídos pelas praias. Em 1910, a Vila de Caraguatatuba possuía 3.562 habitantes e em 1927 contava apenas com uma praça e poucas ruas.

 O ano de 1927 marcou o início das atividades da Fazenda São Sebastião, que passou a ser conhecida como “Fazenda dos Ingleses”. Desde seu início, a Fazen da dedicou-se à bananicultura e à citricultura para exportação exclusivamente para a Inglaterra”.

No ano de 1938, começaram as ligações rodoviárias entre o Vale do Paraíba e Litoral Norte. Nessa data, foi inaugurado o trecho entre São Sebastião e Caraguatatuba. Paralelo a isso, em 1939, a estrada que liga Paraibuna a Caraguatatuba foi aberta ao tráfego e, em 1955, a ligação de Caraguatatuba a Ubatuba. Mais à frente, na década de 50 o turismo na região começou a se desenvolver.

A produção de frutas continuava acontecendo na Fazenda dos Ingleses até o ano de 1967, quando as atividades agrícolas acabaram encerradas por ocasião da tromba d’água que atingiu Caraguatatuba. Anos mais tarde, a empresa Serveng Civilsan adquiriu as terras, que ganharam um novo nome: Pecuária Serramar.

Com a necessidade de se reerguer do episódio dramático da Catástrofe de 67, e a ajuda da brava gente caiçara, Caraguatatuba foi sendo reconstruída e a partir da década de 70, já apresentava um crescimento populacional acelerado, o que ocasionou na década de 80, a ocupação dos núcleos de pescadores, acabando por prejudicar as famílias caiçaras. Suas terras, herdadas através de gerações, foram, aos poucos, saqueadas para ceder lugar às novas construções, sufocando toda uma cultura.

Na década de 90, o número habitacional e populacional continuou crescendo, ocupando áreas de riscos, como as encostas de morros. Isso  provocou a ocupação desordenada no município, até chegarmos no século XXI.

 

 

 

O fim do começo...

A epidemia que fez a Vila desertar!

 

A 22 de julho de 1666 o capitão-mór Agostinho de Figueiredo concedeu cartas de sesmaria a quinze moradores da então vila, entre os quais citamos Salvador Bicudo, João Maciel, Domingos Rodrigues Marinho e Sebastião Marques Coelho. Em 1770 o governador da Capitania de São Paulo, D. Luiz Antonio de Souza Botelho Mourão Morgado de Matheus, expediu a ordem ao Comandante do Destacamento da Vila de São Sebastião, Joaquim da Silva Coelho, que se erigisse uma povoação nas paragens de Caraguatatuba, demarcando locais para cadeia, câmara e demais edificações públicas. Após esse período surgiu uma epidemia(ou endemia) que dizimou grande parte do povo, forçando grande parte dos sobreviventes a dirigir-se para Ubatuba, levando junto o cartório com todos os documentos existentes.1

 

O trecho anterior, extraído de documentos oficiais que contam a história de Caraguá, mostra que a cidade teve duas fundações. A primeira aconteceu em meados de 1600, e a segunda em 1847. Analisando as datas é possível perceber que nesse período, a pequena vila permaneceu ignorada. Prova disso é que, em 1999, antes da publicação da obra Santo Antônio de Caraguatatuba, não havia qualquer documento que comprovasse os costumes da época, ou mesmo outros registros dos antepassados. O que se sabia até então, é que o principal motivo  pelo qual o vilarejo tinha sido abandonado pela população, pouco depois de 1770, estava relacionado a uma epidemia que se alastrara pelo povoado, matando muitas pessoas. O episódio obrigou o restante dos moradores a se mudar para outras cidades. Mas o que foi essa epidemia? Uma das apostilas da FUNDACC – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba, único documento acessível à população no ano de 1999, apontava a doença como febre amarela, mas no final da década de 90, os pesquisadores da equipe do historiador Jurandyr Ferraz de Campos, que trabalhavam na coleta de dados para a futura publicação da obra sobre Caraguatatuba, ainda não tinham dados que comprovassem a verdadeira epidemia que desertou o povoado desta região.

No documento fornecido pela FUNDACC, uma das suposições era de que os europeus tinham trazido a moléstia na época do descobrimento da América. O mesmo registro explicava ainda, que algumas observações sobre a primeira descrição médica dessa doença no Brasil, em Pernambuco, tinham sido feitas pelo médico J. Ferreira da Rosa. Sendo ou não uma hipótese sobre o abandono da vila, a febre amarela estava disseminando-se por todo o território. A moléstia atingia principalmente cidades litorâneas e portuárias, como Caraguá. Entretanto, havia na biblioteca outro documento, apontando o esvaziamento desta vila não somente em razão da epidemia, mas pelo “ciclo do ouro”. O pesquisador Arino Sant’ana de Barros, hoje falecido, contava que, com relação à epidemia, pouco era possível comprovar, já que não havia documentos preservados em 1999. “Não existia, nas cidades em que procurei, registros que comprovassem ser febre amarela a epidemia que se alastrou pelo vilarejo. Só sabíamos que uma doença dizimou a Vila de Santo Antônio”. Se até 1999 já era extremamente difícil conseguir informações do início do  século XIX, de 150 antes deste período, era praticamente impossível. Conforme explicou a historiadora Luzia Rodrigues de Toledo Prado, “A Vila de Santo Antônio ficou mesmo desertada, e quando a população deixou o local, fechou todos os caminhos para que a doença não se alastrasse para outras cidades. O caminho de acesso à Paraibuna só foi reaberto a partir de 1838 – isso comprovava a perda histórica de mais de 70 anos, no que se referia ao passado como vilarejo.

Mostrando que, até 1999, no início das pesquisas sobre o passado de Caraguatatuba, o conflito de dados era ainda maior, o historiador Jurandyr Ferraz de Campos, após uma pesquisa nos livros da Cúria Diocesana do Litoral Norte, tinha encontrado indícios que comprovavam uma confusão nas datas. “Os dados comprovavam que a epidemia tinha se alastrado na região entre 1675 e 1700, mas até então não havia uma data específica. Outra informação que constatamos foi a de que a epidemia a que se referia não era febre amarela, e sim varíola, mais conhecida na época como doença da bexiga. Isso matou muita gente, mas até então não tínhamos conhecimento do número de vítimas”, explicou o historiador, esclarecendo ainda, que na verdade a população não tinha se mudado para Ubatuba, como dizia a apostila da FUNDACC. “Desde o primeiro momento, era estranha a informação de que a população local tinha se transferido para Ubatuba, em razão da distância. Então, após uma pesquisa em documentos da Cúria, foi possível comprovar que o povoado, na verdade, tinha se dirigido para a cidade de São Sebastião, que era bem mais próxima”, finalizou o historiador.

 

 

 

Construções que não contam nossas origens

 

“...Dom Manoel Joaquim Gonsalves de Andrade (...) de Deos, e confirmação da Santa Fé Apostólica do Bispo de SP, do Conselho de Sua Magestade Imperial e  Constitucional, etc, etc, etc. Aos que sua Nossa Provisão faz saber que atendendo ao que representou o Manoel...e mais moradores do bairro em São Sebastião, passamos por bem pela necessidade de conceder-lhe faculdade, fazer... edificar no dito bairro sua capela... que seja em lugar decente, alto, livre de umidade..., quanto possa ser de lugares reservados, ...e de casas particulares, não sendo, ... em lugares esmos e despovoado, com âmbito... para poderes andar procições e quando o lugar seja assignalado pelo Presepado Vigário na... vespertino, observando ... constituição do Bispado, depois a acabar, a dita capela... irá celebrar missa... José Correa da Silva escrivão ajudante da Câmara Episcopal. Escr. Manoel – Bispo Diocesano – Barbosa – oito mil e seis. ... 65 – desta dois mil e seis – registro seiscentos e quarenta – registrada no livro trinta e hum a folhas ... São Paulo – dezenove de junho de 1840. Barbosa. Provisão de excecção da Capela no bairro de Caraguatatuba, ... da Vila de São Sebastião”.

 

O texto apresentado é a cópia da instalação da Igreja de Santo Antônio, em Caraguatatuba. Tal registro estava documentado no livro de tombo de São Sebastião, que encontrava-se, em 1999, num amontoado de outros tantos livros de batizado e de óbito, na Cúria Diocesana de Caraguatatuba. Não havia qualquer tipo de conservação para tais documentos e muitos dos registros ali contidos já estavam inacessíveis, em decorrência da umidade e do acondicionamento incorreto. Os livros da Cúria podiam ser consultados, mas não era permitido retirá-los para pesquisa. Não havendo qualquer tipo de preservação ou cuidado especial com essa documentação tão antiga, não era de se estranhar o desaparecimento das escritas, da maioria das páginas, de todos os livros de tombo ali guardados.

A diferença entre esta descoberta (da ata de instalação da igreja) e a do livro de chamadas de uma escola para moças era que, no caso da instalação da igreja, havia muitos  conflitos de dados. De acordo com os documentos de Arino Sant’ana de Barros, em meados de 1600 existia uma capelinha. “Essa capela possivelmente foi construída por indígenas, mas até o final da década de noventa não havia qualquer documento que comprovasse o fato. Quando houve o abandono da região e a cogitação da fundação de uma Vila ali, por volta de 1770, ainda existia a tal capela, que mais tarde acabou reformada”, explicou o já falecido pesquisador sobre Caraguatatuba.

Constava nos registros de Sant’ana, que de 1853 para frente, a igreja tinha sofrido apenas uma grande reforma. Como as datas não “casavam”, a conclusão a que se chegava até o início de 1999, era de que a Igreja de Santo Antônio, tinha sido instalada na capela que já existia em 1770, e reformada décadas depois. Sant’ana afirmava que essa era a hipótese provável, já que é o documento comprovador, esse registro. A verdade é que no vilarejo de Caraguatatuba não havia, com certeza, duas igrejas com o mesmo santo padroeiro.

Por meio da arquitetura era pos-sível perceber que a igreja tinha, de fato, sofrido  algumas reformas ao longo dos séculos. A instalação da capela, citada no livro de tombo de São Sebastião, não possuía registros fotográficos, mas a segunda reforma estava comprovada por meio de fotografias. A antiga capelinha, só voltou a sofrer uma nova modificação no século XX, nos anos 40, quando sua fachada e o salão interno, ganharam novas formas.

Daí para frente, com a falta de prédios que contassem um pouco da história da Vila, a igreja acabou se tornando o único marco, ainda que recente, do passado de Caraguatatuba. Na década de 90 o prédio sofreu uma nova reforma, desta vez completa, quando a parte interna foi ampliada e modernizada, deixando apenas como referência sua fachada, já modificada em meados de 1940. “Já não tínhamos prédios históricos nem construções que recontassem a história dos antepassados. Nem mesmo a Igreja poderia ser considerada uma referência de nosso passado” – esclareceu Sant’ana, durante uma entrevista, em 1999.

O arquiteto Eduardo Heitor Soban foi mais a fundo em sua análise sobre a história local. “Já no final da década de 90, não havia nada que pudesse ser considerado importante arquitetonicamente em Caraguá”.

A realidade é que, em se tratando de história, nem mesmo as paredes da Igreja assistiram intactas ao desenvolvimento da antiga Vila, uma vez que sofreram junto tal transformação. Isso contribuiu para a perda de nossa identidade, porque antes da publicação “Santo Antônio de Caraguatatuba”, em 2000, a população local, formada por novos caiçaras, que vieram de outras cidades e estados brasileiros, não tinha motivo para preservar uma história de antepassados que não faziam parte de suas próprias raízes. Assim, as tradições foram se perdendo com o tempo, atropeladas pelas novas construções, pela modernidade, pela chegada de novas famílias, e muitos outros fatores. Restou à FUNDACC, já no século XXI a nobre missão de recuperar parte da história do povoado local, devolvendo às futuras gerações de caiçaras a herança e o direito de conhecer, mesmo que pelos livros, sua própria origem.

 

 

Catástrofe de 1967...

“O dia em que a Serra caiu”

 

Eu tinha quatro anos e estava debruçado na janela quando vi o Morro do Cruzeiro deslizar feito uma gelatina e inundar todo nosso bairro de lama, deixando as casas com cerca de um metro e meio de altura de terra”, recordou o autônomo Alfredo Constantino Filho, que em 1999, quando entrevistado, tinha 36 anos. Esse foi apenas um dos inúmeros deslizamentos, ocasionados pela tromba d’água que se abateu sobre Caraguatatuba, em 18 de março de 1967. Além de muitas casas, o fenômeno climático também soterrou um pouco da história de Caraguá, levando casas, pontes, documentos, entre outros. Segundo o jornal “A Gazeta”, de São Paulo, de 13 de abril de 1967 (quase um mês depois), até então tinham sido encontrados 82 corpos. Sabe-se que ao final do período trágico, o número de mortos tinha chegado a 214, e 90 pessoas ficaram desaparecidas. Registros posteriores da obra Santo Antônio de Caraguatatuba apontaram outros dados sobre a Catástrofe de 67. Conforme a publicação, lançada no ano de 2000, além das mortes, 400 casas desapareceram na lama, o leito do rio alargou de 40 para 200 metros, 3 mil pessoas perderam suas casas, 30 mil árvores desceram as encostas dos morros, espalhando-se por toda a cidade, fora os 5 mil troncos que também rolaram serra abaixo, soterrando casas e destruindo parte da rodovia BR-6. No meio de toda essa tragédia, um ônibus lotado de passageiros jamais foi encontrado, e vários carros ficaram isolados em diferentes pontos da cidade. O único acesso possível à Caraguatatuba era por meio de helicóptero. Foram 13 horas ininterruptas de chuva e deslizamentos, que deixaram a cidade “ilhada”, sem comunicação, água e energia elétrica. O episódio resultou em caos e terror, levando o nome de Caraguá às principais manchetes de jornais do mundo todo.  As cidades vizinhas não souberam do acontecimento no dia 18, e nem sofreram desmoronamentos, mas muitos moradores de Caraguá ficaram isolados durante três dias.

No começo de 1967, de acordo com dados preservados pelo pesquisador Arino Sant’ana de Barros, ocorreram constantes chuvas. Isso se prolongou até os meses de fevereiro e março, encharcando o solo das ruas do município e também as terras do Morro da Serramar, que eram compostas de uma vegetação sem raízes profundas, chamadas por especialistas de “graméticas” por não se prenderem a rochas. Devido às abundantes chuvas, tais raízes enfraqueceram, e o mesmo aconteceu com as terras que sustentavam as vegetações (conforme os documentos da época). Muitas pessoas tiveram suas residências destruídas, entre elas a “dona” Rosária Carlota, uma das primeiras moradoras do bairro Massaguaçu. Rosária, que em 1999 ainda era viva, contou que foi a única a ter sido prejudicada, em seu bairro, pelo fenômeno climático. “Isso aconteceu porque atrás de minha casa corria uma cachoeira e um lago. Com a grande quantidade de chuva, o nível das águas aumentou, levando metade da minha casa. Para se ter uma idéia, o rio foi parar na porta da minha cozinha”, explico Rosária. 

Outra família que sofreu com a tragédia foi a do já falecido Sebastião Moreira César. Ele era dono de grande parte das terras do Jaraguazinho, que fica localizado ao “pé da Serra do Mar”, e é o último bairro de Caraguatatuba, na beira da rodovia dos Tamoios. Segundo relataram suas filhas Nair Moreira César e Maria Angela Moreira César, esse foi um dos locais gravemente atingidos. Nair relembrou que algumas casas rolaram barranco abaixo. “Outras foram soterradas, inclusive a minha, que tinha acabado de construir. Nada restou na várzea, obrigando todas as famílias a se abrigarem na única casa que sobrara – a de meu pai – que ficava no alto do morro, ali mesmo, no bairro”, explicou. Maria Angela relatou que “a tragédia tinha obrigado os moradores do Jaraguazinho a se reestruturarem pouco a pouco. A água do rio, que alimentava todas as famílias, ficou suja e não havia maneira de utilizá-la. A única água potável foi a que começou a minar embaixo dos morros. As nossas plantações e a lavoura de subsistência foram destruídas”, recordou.

As águas do rio Santo Antônio (que atravessa a cidade), também estavam com um nível muito superior, e com relação ao mar a situação era semelhante e drástica. No dia da tragédia, nuvens escuras cobriam o céu e, em determinado momento, segundo relatos contidos nos documentos do pesquisador Sant’ana, e jornais da época, um forte barulho foi ouvido pelos moradores. Em seguida a Serra do Mar teve sua encosta completamente destruída. A tromba d’água ia descendo os morros e destruindo tudo por onde passava, arrastando, inclusive, as grandes árvores existentes na região. Até a ponte de concreto próxima à Santa Casa foi “destroçada”, isolando grande parte da população, que ficou impossibilitada de atravessar o rio Santo Antônio. O morador mais antigo do bairro Rio do Ouro, hoje falecido, Leopoldo Ferreira Louzada, em um de seus depoimentos sobre a Catástrofe, contou que na noite anterior ao deslizamento tinha sonhado com algo parecido, e aquilo era uma espécie de alerta para não sair de casa. “Mas eu saí, e acabei sendo surpreendido pela forte correnteza, que tornou indomável o leito do rio. Eu acabei rodando com as águas, mas graças a Deus consegui sobreviver”.

A força da Catástrofe, de fato, desbarrancou os leitos dos rios deixando-os com muita força, e nas águas incontroláveis, corriam pedaços de troncos, além de casas, raízes de árvores e até corpos humanos. As primeiras providências, tomadas pelos próprios moradores e funcionários da Prefeitura, foram levar parte dos desabrigados para a escola Adaly Coelho Passos, localizada na região central da cidade, já que muitos resolveram ficar em suas propriedades, na tentativa de salvar seus lares do episódio dramático.

Na Casa de Saúde Stella Maris, todos os funcionários, incluindo médicos, enfermeiros, e as próprias freiras, que já dirigiam a Santa Casa naquela ocasião, transferiram todos doentes para o andar de cima, onde funcionava a “clausura”, aposento das irmãs, considerado inviolável. A medida teve como objetivo salvar os doentes, já que a parte de baixo do prédio estava tomada pela água, que ia invadindo os corredores por onde passava, com pedaços de madeira e outros destroços.

Instaurou-se o caos. Completamente isolados, os moradores não tinham a quem pedir auxílio, até que o radioamador Tomaz Camanis Filho, conseguiu realizar um contato. As primeiras tentativas de fazer o rádio funcionar foram muito difíceis por não haver energia elétrica. Mais tarde, voluntários conseguiram fazer um gerador de energia funcionar na Delegacia de Polícia local. O primeiro apelo foi feito ao engenheiro Eni Dias Vianna, que na ocasião estava à frente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), em Taubaté, e em seguida a situação de Caraguatatuba foi levada ao conhecimento das  autoridades estaduais.

Dois dias depois, em 20 de março de 1967, o governador do Estado de São Paulo, Abreu Sodré, chegou à cidade de helicóptero e sobrevoou toda a região, ficando impressionado com tudo o que viu. Novas providências foram tomadas. No dia 27, foi a vez de vir à Caraguá, o Secretário de Saúde, Valter Lezer que trouxe medicamentos e vacinas para a população. Vieram também alguns médicos de São José dos Campos, helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira), que transportaram os doentes para cidades vizinhas, além dos oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica, para prestar socorro.

Segundo relatos de jornais da época, uma das situações mais dramáticas esteve relacionada aos 41 cadáveres colocados no pátio da Prefeitura. O sol forte fez com que os corpos entrassem em decomposição. Somente depois da autorização dos médicos, os cadáveres foram colocados em sacos plásticos, lado a lado na margem do rio Santo Antônio. Voluntários transportaram nas costas os mortos pela tragédia para o outro lado do rio, por meio de uma corda, para serem enterrados no Cemitério Municipal. Nessa mesma época, os missionários Albert Widmer e Lydia Widmer chegaram a Caraguatatuba, para ajudar os sobreviventes da Catástrofe, com donativos como roupas, remédios e alimentos. O casal, que contribuiu com muitas famílias prejudicadas pelo episódio, acabou ficando na cidade, e fundando no mesmo ano da Catástrofe de 1967, a primeira igreja evangélica do município, que até hoje permanece em Caraguatatuba com o nome de “Cristo é Poder”.

Depois de um episódio como a tromba d’água, somente uma parte da população permaneceu na cidade, apostando em sua reconstrução. A história de um município marcado pelo dilúvio divide-se “em antes e depois de 1967”. Esta data foi o que podemos chamar de “MARCO ZERO”. A construção de uma nova cidade, com poucas marcas do passado. O pouco que ainda existia até a tromba d’água, foi soterrado e deixado à margem em uma cidade que precisava se reerguer. Assim renasceu Caraguatatuba – uma cidade nova, que não conta seu passado  por meio de construções antigas, ruas com paralelepípedos ou monumentos, mas que, guarda na história do povoado, a herança mais importante para a preservação da memória: o patrimônio imaterial.

 

 

Cultura Caiçara

 

...É assim que descreve o dicionário virtual Houaiss, mas para caiçaras como seu Pedro Paes Sobrinho , o caiçara nativo é toda pessoa que nasceu e se criou no Litoral Norte. Gostam de tudo que a região oferece, lugar que guarda muitas riquezas naturais, como é o caso do peixe, camarão e uma variedade de produtos também valorizados por eles.

No Litoral Paulista, na virada do Século XVIII, as terras dos caiçaras estavam organizadas dentro do sistema de economia agrícola e pesqueira. Uma parcela da produção agrícola como feijão, farinha, banana, milho e outros era destinada à troca e à venda no centro das vilas, bem como em comunidades distantes. A produção pesqueira também era comercializada nas vilas e nas praias. Assim que o pescador retornava do mar, muitos moradores já estavam à sua espera para comprar os peixes ainda fresquinhos. A outra parcela da produção agrícola e pesqueira era reservada para o consumo da família. O peixe era salgado e seco ao sol para ser consumido por um longo período.

A pequena produção agrícola predominou na região até a década de 50, embora essa produção tenha ocupado uma posição de destaque no Litoral Norte. A produção pesqueira, nesse período, continuava sendo a principal fonte de economia para a população caiçara.

Uma das lutas dos pescadores de Caraguatatuba é em defesa do espaço destinado à pesca. Pessoas com grandes embarcações motorizadas, conhecidos por eles como “tubarões”, vinham aos poucos ocupando cada vez mais o espaço da pesca artesanal, que durante décadas sobreviveu nas águas de Caraguatatuba, uma arte que atravessou gerações.

Mesmo com poucos pescadores sobrevivendo da pesca, para eles é de fundamental importância construir um imaginário capaz de mantê-los unidos, organizados e confiantes no seu poder de resistência e de conquista das águas, nas quais durante séculos buscaram sua sobrevivência.

O artesanato era uma das atividades exercidas pelas mulheres da região. A esteira de tabôa, planta típica de terrenos alagadiços, era confeccionada por elas. Grande parte das mulheres possuía essa habilidade e trazia para o cotidiano familiar. A matéria prima era muito comum na região de Caraguatatuba.

Nos dias atuais, o caiçara está perdendo cada vez mais o seu espaço para um desenvolvimento que aumenta dia-a-dia. Um desenvolvimento que aniquila com o seu modo de viver, que transforma a qualquer custo uma cultura que vem lutando por décadas pela sua sobrevivência. Os jovens caiçaras estão sendo muito influenciados pelo desenvolvimento e crescimento acelerado do turismo. Com isto eles acabam se envergonhando de sua condição, renegando muitas vezes uma cultura da qual etnicamente está inserido.

                Os mais velhos não se adaptam às mudanças de um mundo que para eles é novo. Porém, mesmo tentando manter seu antigo modo de viver, isso inclui a utilização de produtos naturais para a construção de suas canoas artesanais, encontram obstáculos legais para desenvolverem a atividade herdada de seus pais e avós. Esta herança que deveria ser transmitida para os jovens acaba não acontecendo. A conseqüência disso é a grande migração de jovens para outras cidades em busca de novas oportunidades.

                O caiçara continua lutando para buscar estratégias para sobreviver num mundo que não é mais seu. Encontra dificuldades para uma sobrevivência social, econômica e cultural, devido a forte influência de um turismo em desenvolvimento.

                Toda essa mudança no meio de vida dessa população tem sido alvo de pesquisas, o caiçara tem se tornado o principal objeto de estudo para historiadores e sociólogos que tentam trazer um pouco de entendimento para tantas mudanças, que vêm ocorrendo no cotidiano dessa gente ao longo de meio século.

                A vida do caiçara no Litoral Norte não se resumia somente em trabalho, eles tinham seus momentos de festejos e diversão. As famílias também apreciavam as festas tradicionais que aconteciam nos bairros. Os bailes, que faziam a alegria das mulheres aconteciam nas casas dos próprios moradores. As festividades não tinham data certa para serem realizadas. Geralmente o evento acontecia nos finais de semana. Os instrumentos utilizados para dar som ao ambiente escolhido para as festas eram a sanfona, o pandeiro e o cavaquinho. Nesses dias, as mulheres colocavam seus melhores vestidos, as moças solteiras iam acompanhadas de seus pais, outras iam às escondidas, pois seus pais eram severos.

                As formas de lazer não eram muito variadas, limitavam-se às festas, procissões, danças e alguns jogos. As festas religiosas e profanas eram aguardadas com muita ansiedade pelos caiçaras, pois elas rompiam as rotinas dos roceiros/pescadores. As religiosas eram as mais esperadas e as mais importantes, cada vila dava a sua devida importância à determinadas festas.

               

 

 

 

O IMPACTO É NOSSO OS ROYALTIES TAMBÉM

 

 

Os royalties pagos pela Petrobras pela exploração do petróleo são os principais responsáveis pelas obras de infra-estrutura dos municípios produtores de petróleo, como saneamento básico e malha viária.  A verba pode corresponder a cerca de 50% do orçamento municipal.

Vale lembrar que boa parte destes investimentos não seria necessária se a Petrobras não estivesse presente. Os royalties servem por tanto para mitigar os impactos causados pela exploração do petróleo e preparar as cidades produtoras para o futuro, quando o petróleo acabar.

Também é certo que toda a riqueza nacional pertence a todos os brasileiros e entre eles deve ser distribuída. O que não é justo é que se mudem as regras após o jogo já ter começado.

Vamos respeitar os contratos em vigor garantindo assim os investimentos programados nos estados e municípios produtores e discutir novas regras para o Pré-Sal.

Sendo o Governo Federal o legítimo representante de nossa Federação e cabendo a ele a maior parte dos royalties deve caber a ele também o dever e a obrigação de dividir esta parte entre todos na Federação.

 

 

A cidade transforma-se

 

A descoberta de petróleo na bacia de Santos e os investimentos da Petrobras para sua extração causam transformações em Caraguatatuba. E essas vão acontecendo a cada instante e muitas vezes não são percebidas porque se incorporam à paisagem. No dia-a-dia entram na rotina da cidade e com elas vamos convivendo.

A soma destas transformações altera profundamente a vida da cidade. E de repente nos damos conta que Caraguá não é mais a mesma.

Novos hábitos, novos personagens, novos problemas vão sinalizando e delineando o novo futuro. É o aumento da criminalidade, o trânsito, os pedintes, a prostituição o congestionamento nos serviços essenciais como saúde e educação.

É uma cidade que se transforma pelo desenvolvimento acelerado, imposto e desordenado.

 

                                                 

 

 Jornal Noroeste News

 

 

 

 

Foi Notícia 

Letye Andrade

 

"Os meninos de Luziânia"

 

Esta semana que passou fomos surpreendidos ou não (depende da sensibilidade de cada um) por tantas notícias que sinceramente me encontro naquele estágio de total confusão mental, sem saber sobre qual notícia vou escrever, afinal, "Foi Notícia" é justamente uma coluna que fala sobre aquilo que foi notícia e que discorremos a nossa opinião, fazendo de uma forma que vocês leitores possam comungar ou não com a minha opinião, mas o intuito é justamente este mesmo, o de se fazer pensar e refletir sobre determinadas situações que nos deparamos na vida.

                Como disse, foi difícil decidir sobre o que escrever, então decidi falar sobre os crimes de Luziânia, para quem não recorda, não lembra (já que ficou fora da mídia por uns meses) ou mesmo não sabe, vamos recordar:  - "Cinco jovens, com idades entre 13 e 17 anos, desapareceram misteriosamente nos últimos 20 dias de um mesmo bairro em Luziânia (GO), cidade próxima à Brasília. Os sumiços começaram no final do ano passado e o último aconteceu nesta semana.

                A Polícia acredita que cada desaparecimento é um caso diferente e não descarta a possibilidade de que os jovens tenham sido seqüestrados para trabalho escravo. (Fonte: Site G1.com); um mês depois, o caso volta a ser manchete: - Sobe para seis o número de jovens desaparecidos misteriosamente em  Luziânia (GO), cidade próxima a Brasília. Um rapaz de 19 anos saiu de casa na sexta-feira (22) e até agora não voltou.

                A Polícia de Goiás já investigava o caso de cinco jovens que começaram a desaparecer a partir do dia 31 de dezembro do ano passado. A polícia de Goiás afirma que os casos viraram prioridade. O delegado já falou em várias hipóteses: como tráfico de órgãos, ritual satânico. Agora trabalha em três linhas de investigação. Só revela duas: que os jovens tenham sido seqüestrados para trabalho escravo, e agora, não descarta a possibilidade deles terem fugido de casa. (Fonte: Site G1.com).

                Bom, passados 4 longos meses desde que aconteceu o primeiro caso de desaparecimento chegou ao final a história. - "Polícia prende suspeito por morte de jovens desaparecidos em Goiás. Homem já teria cumprido pena em Brasília por outro crime. Ele teria indicado local onde teria enterrado três corpos. Ele estuprou, matou e enterrou os seis meninos, segundo informações da Polícia. (Fonte: G1.com).

                Um caso típico de revoltar qualquer ser humano, entre tantas tristezas e mazelas que vemos no meio de pessoas normais me enoja ver que entre nós existam pessoas deste tipo. Não sei se estou ficando velha, ou as mães de hoje não falam com seus filhos,  pois na minha época de criança, não me esqueço quando minha mãe dizia: - Não aceite nada de estranhos!

                E foi isso o que aconteceu com esses meninos, eles aceitaram a promessa de estranhos, segundo o próprio assassino-psicopata que oferecia de R$ 50 à R$ 200,00 reais aos meninos para um possível trabalho, na verdade os levava para a morte.

                Então, estarrecidamente, incrédula com este caso eu fico me perguntando: Por que pessoas assim contaminam a nossa sociedade? Por que esse prazer em maltratar e tirar a vida do outro? E por outro lado, o que leva uma criança ou um adolescente a entrar numa conversa ou promessas como essas? Será excesso de confiança nas pessoas, falta de diálogo em casa, falta de informação ou de conhecimento sobre o que acontece ao redor, pois basta uma olhada nos jornais seja impresso ou televisivo para deparamos com casos e mais casos de pessoas de mau caráter que enganam e roubam, sendo assim, hoje temos que tomar muito cuidado.

                É hora daquela máxima e verdadeira: Quando a esmola é demais o santo desconfia!

 

 

 

Humor

 

Pensamento da Semana:

 

"Eu quero ser o Presidente da União... 

de meus amigos é claro!!!"

 

 

Comprando um revólver -

Uma loira está preocupada, pois acha que seu marido está tendo um caso. Vai até uma loja de armas e compra um revólver. No dia seguinte, ela volta para casa e encontra seu marido, na cama, com uma ruiva espetacular.

Ela aponta, então, a arma para a própria cabeça.

O marido pula da cama, implora e suplica para que ela não se mate. Aos berros, a loira responde:

- Cale a boca, cretino... Você é o próximo!

 

Natação -

Uma loira entrou na competição de natação, modalidade 'peito'. As outras competidoras eram uma morena e uma ruiva. A morena chegou em primeiro e a ruiva em segundo. Após certo tempo, chega a loira, completamente exausta.

Após ser reanimada com café e cobertores, ela fala:

- Não quero fazer fofoca, mas acho que aquelas outras duas usaram os braços.

 

Na praia -

Uma loira está deitada na praia, com um bronzeado espetacular, a ponto de chamar a atenção. Uma mulher interessada chega perto e pergunta:

- Por favor, qual o seu protetor?

- São Francisco de Assis.

 

Pedindo uma pizza -

A loira pede uma pizza pelo telefone. Então, a atendente da pizzaria pergunta:

- A senhora quer que eu corte em quatro ou em oito pedaços?

E a loira:

- Em quatro, por favor! Eu jamais agüentaria comer oito pedaços.

 

Abrindo uma lata de cerveja -

A loira estava abrindo uma lata de cerveja com um abridor de latas e sua amiga, então, lhe disse :

- Pra que isso??? É só puxar o lacre!!!

E a loira com cara de sabida:

- É, mas isso é pra quem não tem abridor.

 

Briga de Galos -

Estava tendo uma aposta em briga de galos muito valiosa em uma cidade do Interior, quando um cara da cidade resolveu apostar muita grana. Chamou um caipira e perguntou qual era o galo bom, se o do prefeito ou o do presidente da câmara. 

O caipira falou que era o do presidente da câmara e ele apostou uma grana preta e perdeu, ficou furioso. Indignado chamou o caipira e disse: Ô meu, você não falou que o galo bom era o do presidente da câmara?

O caipira respondeu: Uai o bão é o do presidente da câmara, mais o marvado é do prefeito.

 

O Lenhador -

Um lenhador português foi um dia à cidade e viu na vitrine de uma loja uma moto-serra. Curioso, decidiu entrar e, perante as vantagens que o empregado atribuiu à máquina, decidiu comprar.

Após uma semana cortando árvores com a nova moto-serra o português decide voltar a loja para reclamar:

- Antigamente com o machado, eu cortava trinta árvores por dia e agora, com esta porcaria, não consigo cortar mais de cinco.

Admirado, o empregado pega na máquina para ver se tinha alguma avaria. Ao ligá-la, ouve-se o característico Vrrruuuuummm-mmmm.

Ao que o português, assustado, dá um salto para trás e pergunta:

- Epa! Que barulho é esse?

 

O Poço dos Desejos -

O casal em férias vai visitar o melhor ponto turístico da cidade: O Poço dos Desejos.

Ao aproximar-se do local o marido saca uma moeda do bolso, faz um desejo e a atira sobre as suas costas.

A mulher decide fazer o mesmo. Pega uma moeda da bolsa, mas, ao inclinar-se sobre a mureta, perde o equilíbrio e cai dentro do poço.

- E não é que funciona mesmo? - conclui o marido.

 

A Fortuna -

Numa praia de nudismo o filho de uns cinco anos pergunta ao pai:

- Pai, porque é que alguns homens tem o pênis levantado e outros não?

E o pai todo embaraçado responde:

- É que os homens com o pênis levantado são ricos e os com o pênis para baixo são os pobres.

Dado algum tempo o pai pergunta ao filho:

- Filho, não viste a mamãe?

O filho responde:

- Ela se encontrou com um homem muito pobre e os dois ficaram conversando um tempão. De repente ele ficou rico, aí vi os dois entrando naquela barraca.

 

 

Voltar a página inicial

Edições Anteriores

Fale conosco


e-mail: editor@noroesenews.com.br

©1998 Instituto Instituto Cesar Informática Ltda.

Rua Guarulhos, 157 - sala 4 - fone (12) 3883-3433

Caraguatatuba - SP

CEP - 11660-070